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29/02/2012 | “Belo primário” desviou verba que poderia evitar a tragédia na Antártida

Um grande incêndio atingiu a estação brasileira na Antártida no fim de semana, provocando uma profunda comoção em militares e pesquisadores. Segundo a Marinha, o incêndio destruiu 70% das instalações da base Comandante Ferraz, comprometendo vários anos de pesquisas. O programa brasileiro na Antártica (Proantar) sofre com os cortes no Orçamento e a reserva para pagar juros. O orçamento deste ano (R$ 11,8 milhões) é o menor desde 2006. No ano passado, a execução orçamentária chegou a apenas 60,7% do valor reservado, incluindo os restos a pagar.

 

 

Os cortes no Orçamento e a reserva para pagar juros, o superávit primário, que o ministro da Fazenda Guido Mantega chama de “belo primário”, atingiram o programa brasileiro na Antártica (Proantar).

 

O orçamento deste ano (R$ 11,8 milhões) é o menor desde 2006. No ano passado, a execução orçamentária chegou a apenas 60,7% do valor reservado, incluindo os restos a pagar. Cerca de R$ 18,4 milhões estavam previstos, valor praticamente igual ao de 2010. Em 2009, cerca de R$ 27,4 milhões tinham sido aprovados. Além disso, os recursos para as ações na Antártica sempre dependeram de emendas parlamentares, que desde 2006 eram responsáveis pela elevação das dotações.

 

O histórico orçamentário nos últimos onze anos demonstra que cerca de R$ 30, 2 milhões deixaram de ser investidos. Dos R$ 145,1 milhões estimados entre 2001 e 2011, aproximadamente R$ 114,9 milhões foram aplicados. O valor é resultado da diferença entre os recursos autorizados anualmente e os totais pagos em cada exercício, incluindo compromissos assumidos em gestões anteriores.

 

As instalações e os equipamentos de combate ao fogo na Estação Comandante Ferraz foram criticados por pesquisadores que estiveram na unidade. O pesquisador Patrick Simões Dias criticou a falta e o mau funcionamento dos equipamentos para combater o fogo. “Não tinha equipamento de proteção de respiração, não tinha equipamento de resistência ao fogo mesmo, macacões próprios, luvas próprias para todo mundo”, disse. Um alerta semelhante havia sido feito por inspetores de outros países sete anos atrás, mas nesse período os recursos destinados ao programa antártico brasileiro só diminuíram.

 

O ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou que a nova base brasileira que deverá ser reconstruída na Antártica, terá uma arquitetura nova, mais “completa e orgânica”. “Nossa ideia é imediatamente, já, chamar arquitetos para fazer desenhos, inclusive um desenho mais novo. Não estou dizendo que é por isso que aconteceu o incêndio, mas a base começou há 30 anos, então, ali ela foi agregando um pedaço ou outro”, disse.

 

De acordo com ministro da Defesa, riscos de acidentes também deverão ser minimizados e a nova estação terá “segurança redobrada” para evitar incêndios. Amorim adiantou que o planejamento da nova estação antártica, na Ilha Rei George, deve começar logo. Ele ressaltou, no entanto, que ainda não é possível avaliar os danos na estação incendiada, nem precisar quando a nova base estará pronta.

 

O incêndio na base brasileira começou por volta das 2 horas de sábado, na praça de máquinas, local onde ficam os geradores de energia. Dois militares morreram, o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o sargento Roberto Lopes dos Santos, ambos da Marinha. Eles participavam do grupo de apoio que tentava apagar o incêndio. O primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos ficou ferido.

 

A presidenta Dilma Rousseff lamentou a morte dos militares e vai fazer homenagens pós mortem aos oficiais.

 

Segundo a Marinha, o incêndio destruiu 70% das instalações da estação brasileira na Antártida, atingindo pesquisas de vários espécimes coletados e arquivados.

 
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