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22/08/2012 | Brasil apoia o Equador e cobra respeito do governo inglês à embaixada do país

O Conselho de Ministros das Relações Exteriores da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) aprovou por unanimidade no último domingo em Guayaquil, no Equador, resolução em apoio ao governo equatoriano na crise envolvendo o Reino Unido e a concessão de asilo ao australiano Julian Assange, fundador do site Wikileaks, com o apoio decisivo do governo brasileiro. Os chanceleres assinaram um documento em solidariedade ao Equador, reiterando a inviolabilidade das instalações diplomáticas, de acordo com a Convenção de Viena, de 1961.

O impasse foi criado pelo governo inglês, que informou que não pretende conceder salvo-conduto para Assange, autorizando-o a deixar o país, mesmo após o anúncio de asilo político por parte do Equador. A situação se agravou com as informações de que policiais britânicos se preparavam para invadir a Embaixada do Equador em Londres, na qual Assange está há mais de dois meses.

"Nós nos solidarizamos com o Equador quando se trata de defender a inviolabilidade das instalações de representações diplomáticas no exterior", afirmou Patriota em declarações ao portal na internet do jornal ‘O Globo’.

"Em matéria de inviolabilidade e representação diplomática não podemos tergiversar. Inclusive existe uma declaração do Conselho de Segurança que reafirma o apoio dos de seus integrantes a esse princípio", acrescentou o ministro brasileiro de Relações Exteriores.

O ministro lembrou que, em novembro passado, o Conselho de Segurança da ONU, do qual o Reino Unido é membro permanente, condenou ‘nos termos mais enérgicos’ os repetidos assaltos de estudantes islâmicos à embaixada britânica em Teerã, onde chegaram a reter seis membros da delegação diplomática no Irã. Nessa ocasião, o Conselho de Segurança divulgou um comunicado no qual lembrou ‘o princípio fundamental de inviolabilidade de dependências diplomáticas e consulares, e as obrigações dos governos anfitriões de dar todos os passos necessários para proteger essas dependências de qualquer intrusão ou dano". O ministro ainda cobrou o cumprimento das obrigações da Convenção de Viena, da qual a Inglaterra é signatária.

 

 
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