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21/02/2016 | “Dilma quer esfolar trabalhador para pilhar Previdência Social”

As centrais sindicais Força Sindical, CGTB, UGT e Nova Central se reuniram em São Paulo na terça-feira, 16, para preparar manifestação conjunta no dia 1º de março, na Avenida Paulista, contra a proposta do governo de definir uma idade mínima para a aposentadoria. Os trabalhadores também irão exigir a redução dos juros praticados pelo governo federal.

“Essa reforma na Previdência é para colocar uma idade mínima, para o povo trabalhar ainda mais, dificultar o acesso a esse direito, quer esfolar os trabalhadores. Tudo para assaltar a nossa Previdência e transferir recursos para os bancos”, denunciou Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira, presidente da CGTB.

A manifestação foi convocada na véspera da reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social, realizada na quarta-feira, 17, onde o governo apresentou os pontos que pretende alterar na Previdência Social, cujo foco, já anunciado pela presidente Dilma, é a fixação de uma idade mínima.

Segundo informações divulgadas após a reunião, não foi apresentada nenhuma proposta concreta, mas sim estabelecidos sete pontos, sendo que o primeiro deles foi “demografia e idade média das aposentadorias”. Segundo o Secretário Especial de Previdência, Carlos Gabbas, a idade média da aposentadoria no Brasil está no “piso da experiência internacional”, o que deixa claro que a intenção do governo é definir uma idade, mesmo com as entidades sindicais sendo contrárias a essa medida. Até mesmo o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), admitiu que a presidente Dilma irá enviar o projeto de reforma em 60 dias, com ou sem acordo entre os participantes do fórum. Segundo ele, o ministro Ricardo Berzoini “disse que a ideia é tentar fazer um acordo, uma convergência no fórum, mas, independentemente disso, em 60 dias, enviar para o Congresso uma proposta”.

A proposta defendida por Dilma é que, além de o trabalhador contribuir no mínimo por 35 anos (homens) ou 30 anos (mulheres), ele deverá ter uma idade determinada, que seria de 65 anos para homens e 60 para mulheres. Atualmente, está em vigor a fórmula 85/95 progressiva (aumenta um ponto a cada dois anos), que soma a idade do cidadão ao se aposentar e o tempo de contribuição. A soma dos dois valores tem de ser 85 no caso das mulheres e 95 no dos homens para ter direito à aposentadoria integral, contanto que o tempo de contribuição mínima seja de 35 anos (homens) ou 30 anos (mulheres). Com essa regra atual, o trabalhador não precisa de uma idade mínima para ter o direito ao benefício, bastando atingir o total de 85 ou 95 pontos. Isso é o que a presidente quer alterar. Além de outras propostas mais do que absurdas, como igualar esse tempo e idade entre homens e mulheres, o que nos soa mais como um bode do que uma proposta de fato. No entanto, tudo se pode esperar de um governo como esse...

Enquanto o fórum se reunia, dezenas de integrantes do Sindicato Nacional dos Aposentados promoveram uma manifestação em frente ao Palácio do Planalto. Os manifestantes empunhavam cartazes e caminharam pela Esplanada dos Ministérios com instrumentos de percussão e bandeiras contrárias a mudanças dos direitos dos trabalhadores e aposentados.

No decorrer da reunião, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, justificou que “o momento é tão duro e tão difícil para todos nós, que não temos o direito de desperdiçá-lo olhando para nós mesmos”, sinalizando que seria preciso fazer um “sacrifício” para garantir a Previdência. Sacrifício apenas para os trabalhadores, para os mais pobres, que têm seus direitos cortados, sofrem com a falta de investimento na saúde, educação e transporte. Enquanto isso, os bancos faturam taxas de lucros exorbitantes.

Jaques Wagner chegou a dizer, dias antes, segundo publicação no Blog do jornalista Fernando Rodrigues, que a presidente Dilma Rousseff tem consciência de que a popularidade do governo não vai mais se recuperar até o final do mandato, em 2018 e por isso estaria realmente empenhada em deixar um “legado” para o país: a reforma da Previdência Social. A informação sobre a popularidade do governo foi desmentida em nota pela assessoria da Casa Civil.

Na avaliação do presidente da CUT, Vagner Freitas, presente na reunião do fórum, o governo não fez nenhuma proposta especifica com medo de “implodir o fórum em uma primeira reunião”.

Fonte: Hora do Povo/Ana Campos

 

 

 
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