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06/05/2017 | Centrais convocam todos a Brasília em defesa da Previdência e da CLT

Para trabalhadores, a Greve Geral deu um recado para Temer: “Exigimos que essas propostas nefastas sejam rejeitadas. Próximo passo é ocupar Brasília”

Dois dias após a maior greve geral nacional já vista no país, as centrais sindicais em conjunto com movimentos populares voltaram a ocupar as ruas, nesta segunda-feira (1), Dia Internacional dos Trabalhadores, contra as Reformas Trabalhistas e da Previdência.

Em São Paulo, a Força Sindical realizou grande ato político na Praça Campo de Bagatelle, na Zona Norte da capital paulista. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Intersindical realizaram ato político na Avenida Paulista, e seguiram em manifestação para Praça da República onde foram realizados os shows. Isso porque o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), foi à justiça para proibir a atividade na Paulista, mas a CUT recorreu e conseguiu liberação, ao menos, para realizar o ato político na principal rua da capital.

A Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e a Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (COBAP) realizou passeata no Parque do Ibirapuera. “Nós trabalhadores não aceitamos o fim da aposentadoria, a permissão da terceirização ampla e irrestrita, ninguém irá rasgar a CLT que nós conquistamos com tanto suor. A greve geral foi um sucesso, o povo é contra as medidas entreguistas de Temer, agora vamos a Brasília. É greve, mobilização e luta até a queda das reformas”, afirmou Ubiraci (Bira) Oliveira, presidente da CGTB, durante o ato.
A CSP-Conlutas, o Fórum das Pastorais Operárias, o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), o MTL (Movimento Terra Trabalho e Liberdade), o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o Sindesef-SP, entre outros, realizaram ato político na Praça da Sé.

O ato de 1º de Maio no Rio de Janeiro, aconteceu na Cinelândia, unificado entre todas as centrais contra as reformas e a truculência policial enfrentada, na sexta-feira (28), durante a greve geral. As pessoas começaram a chegar por volta de 10 horas. O ato aconteceu de maneira tranqüila, mas com forte presença, no entorno da Cinelândia, da Polícia Militar, Guarda Municipal, Operação Centro Presente e agentes do Batalhão de Choque. Pessoas ostentam cartazes com mensagens contra as reformas trabalhista e da Previdência.

A crise financeira do Rio também fez parte dos discursos. Os deputados estaduais Marcelo Freixo (Psol) e Flavio Serafini (Psol) destacaram a crise do Estado e pediram apoio da Polícia Militar (PM). “É preciso que a PM saiba de que lado está. Se as reformas passarem, vocês (PMs) também não irão se aposentar com dignidade”, disse Freixo. O deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) afirmou que parlamentares preparam um documento para enviar ao Ministério Público Federal (MPF) e à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para investigar e punir policiais agressores da última sexta-feira.

Não foi só em São Paulo e no Rio de Janeiro que o 1º de maio foi dia de luta dos trabalhadores, em Brasília, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Salvador, Vitória, Maceió, houveram atos, em sua maioria unificados entre as centrais sindicais, contra à PEC 287, que destrói o direito à aposentadoria, contra ao PL 6787, que rasga a CLT e contra à lei 4302, que permite a terceirização de todas as atividades de uma empresa.

Mesmo onde os atos não foram unificados, como São Paulo, as centrais assinaram nacionalmente uma nota em conjunto lida em todas as atividades demonstrando a unidade dos trabalhadores contra as reformas.

“Com nossa capacidade de organização, demos um recado contundente ao governo Temer e ao Congresso Nacional: exigimos que as propostas nefastas que tramitam em Brasília sejam retiradas. Não aceitamos perder nossos direitos previdenciários e trabalhistas. O próximo passo será ocupar Brasília para pressionar o governo e o Congresso a reverem seus planos de ataques ao sagrados direitos da classe trabalhadora”, avisam as centrais sindicais, em manifesto conjunto assinado pelos presidentes. Paulo Pereira da Silva, Paulinho, da Força Sindical, José Calixto Ramos, da Nova Central (NCST), Ubiraci (Bira) Oliveira, da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Vagner Freitas, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Ricardo Patah, da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Adilson Araújo, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

As entidades afirmam que estão abertas, “como sempre estiveram”, ao diálogo. Mas acrescentam que, se isso não for suficiente, assumem o compromisso, neste 1º de maio, de organizar, com apoio dos movimentos sociais, “uma ação ainda mais forte”, em referência à greve geral da última sexta (28), data que “entrará para a história do povo brasileiro”, com o “não” às reformas propostas pelo governo de Michel Temer.

Fonte: Jornal Hora do Povo

 

 
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